PONTO DE ENCONTRO PARA QUEM SE IMPORTA COM PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

Porque, sim, TEM JEITO!

Eu sempre digo para as pessoas em situação de rua que atendo que tem jeito! É uma postura diante da vida. Se a gente não acredita que uma mudança é possível, acabou tudo. E mesmo quando não é possível enxergar uma saída, pensar que tem jeito é um dínamo que nos leva a levantar e andar.

Quem me chamou a atenção para essa frase foi o Fernando, uma pessoa que morou na rua e hoje é educador popular. Ele me falou quando ainda estava em um albergue, animado com as coisas que estava construindo: – É como você sempre diz, Marcelo, TEM JEITO!

A partir daí adotei a expressão como uma marca. Outro amigo, Lucas, desenhou a logo pra mim.

E depois de um blog, um livro, um canal no YouTube, um curso e muitas histórias, aqui estamos: temjeito.com

Eu sempre digo para as pessoas em situação de rua que atendo que tem jeito! É uma postura diante da vida. Se a gente não acredita que uma mudança é possível, acabou tudo. E mesmo quando não é possível enxergar uma saída, pensar que tem jeito é um dínamo que nos leva a levantar e andar.

Quem me chamou a atenção para essa frase foi o Fernando, uma pessoa que morou na rua e hoje é educador popular. Ele me falou quando ainda estava em um albergue, animado com as coisas que estava construindo: – É como você sempre diz, Marcelo, TEM JEITO!

A partir daí adotei a expressão como uma marca. Outro amigo, Lucas, desenhou a logo pra mim.

E depois de um blog, um livro, um canal no YouTube, um curso e muitas histórias, aqui estamos: temjeito.com

Eu sempre digo para as pessoas em situação de rua que atendo que tem jeito! É uma postura diante da vida. Se a gente não acredita que uma mudança é possível, acabou tudo. E mesmo quando não é possível enxergar uma saída, pensar que tem jeito é um dínamo que nos leva a levantar e andar.

Quem me chamou a atenção para essa frase foi o Fernando, uma pessoa que morou na rua e hoje é educador popular. Ele me falou quando ainda estava em um albergue, animado com as coisas que estava construindo: – É como você sempre diz, Marcelo, TEM JEITO!

A partir daí adotei a expressão como uma marca. Outro amigo, Lucas, desenhou a logo pra mim.

E depois de um blog, um livro, um canal no YouTube, um curso e muitas histórias, aqui estamos: temjeito.com

PONTO DE ENCONTRO PARA QUEM SE
IMPORTA COM PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

O olhar

Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei a trabalhar com pessoas em situação de rua foi uma pesquisa. E os resultados me ajudaram a entender que o modo como olhamos para elas define como vamos agir. E, de certa maneira, também define quem somos.

Olhar para o outro com o mesmo respeito que exigimos para nós. Ouvir atentamente suas histórias e compartilhar também as nossas. Promover encontros.

Nos primeiros anos da minha caminhada nessa estrada, conheci Jorge Muñoz. Um ser humano ímpar, uma das principais referências nesse tema no Brasil. Depois, claro, das pessoas que tiveram a experiência de viver na rua.  Aprendi com Jorge uma frase que repito à exaustão:

Ninguém mora na rua porque gosta.

Ninguém acorda em um belo dia de sol, com tudo bem em casa, família em paz, bom

 trabalho, saúde, e decide morar na rua. Todo mundo chegou à rua por conta de problemas. Cada um tem uma história.

Entender isso muda o nosso ponto de partida. Nos ajuda a entender que não precisamos convencer ninguém a sair da rua. Nos ensina a olhar para o caminho que cada um está fazendo para sair da rua.

É um olhar que encontra as flores amarelas pelo caminho e não apenas o pé sujo embaixo da coberta. É um olhar que não ignora as dificuldades, mas que também enxerga as possibilidades.

Porque quando mudamos a direção do nosso olhar, mudamos também a direção que caminhamos.

Vamos?

Minha trajetória

Meu primeiro contato com pessoas em situação de rua foi ainda no final dos anos 1990, quando fiz estágio nos Médicos Sem Fronteiras. Participei da pesquisa e dos debates que desenharam o Projeto Meio Fio, que levou médicos a atuar na rua antes da existência dos Consultórios de Rua.

Pouco depois, no caminho pra igreja, passava ao largo de muitos deles. Isso me incomodou tanto que junto com alguns amigos fizemos uma pesquisa e começamos a organizar um grupo com pessoas em situação de rua.

Na sequência, com a experiência acumulada na Prefeitura do Rio e a efervescência do Fórum permanente sobre população adulta em situação de rua [RJ], fui desenhando uma metodologia de atendimento com resultados muito animadores.

Participamos ativamente da luta por direitos e dos debates que contribuíram para a construção das políticas nacional e municipal para a população em situação de rua.

Atuei na rua e em unidades de acolhimento. No atendimento, na direção e na gestão. Com crianças, adolescentes e adultos.

Conduzi cursos, palestras, encontros. Em universidades, prefeituras, igrejas e praças.

Em um desses encontros – uma oficina de escrita para pessoas em situação de rua – um dos participantes contou a “história do biscoitinho”. E me surpreendeu ao lembrar da época em que eu convidava o povo da rua para as reuniões do nosso primeiro grupo, regadas a café e biscoitos. A lembrança dele vinha de um tempo em que o CREAS sequer existia.

Percebi ali que a estrada já é longa, com choro e risos, erros e acertos. Mas as conexões verdadeiras permanecem. E é por isso que este site existe. Para continuar aquela roda de conversa, aquele café com biscoitos. Um espaço desenhado para ampliar o alcance de novas histórias, trocar ferramentas, aproximar pessoas e fazer circular aquilo que aprendemos pelo caminho.

Porque sim, tem jeito.

Minha trajetória

Meu primeiro contato com pessoas em situação de rua foi ainda no final dos anos 1990, quando fiz estágio nos Médicos Sem Fronteiras. Participei da pesquisa e dos debates que desenharam o Projeto Meio Fio, que levou médicos a atuar na rua antes da existência dos Consultórios de Rua.

Pouco depois, no caminho pra igreja, passava ao largo de muitos deles. Isso me incomodou tanto que junto com alguns amigos fizemos uma pesquisa e começamos a organizar um grupo com pessoas em situação de rua.

Na sequência, com a experiência acumulada na Prefeitura do Rio e a efervescência do Fórum permanente sobre população adulta em situação de rua [RJ], fui desenhando uma metodologia de atendimento com resultados muito animadores.

Participamos ativamente da luta por direitos e dos debates que contribuíram para a construção das políticas nacional e municipal para a população em situação de rua.

Atuei na rua e em unidades de acolhimento. No atendimento, na direção e na gestão. Com crianças, adolescentes e adultos.

Conduzi cursos, palestras, encontros. Em universidades, prefeituras, igrejas e praças.

Em um desses encontros – uma oficina de escrita para pessoas em situação de rua – um dos participantes contou a “história do biscoitinho”. E me surpreendeu ao lembrar da época em que eu convidava o povo da rua para as reuniões do nosso primeiro grupo, regadas a café e biscoitos. A lembrança dele vinha de um tempo em que o CREAS sequer existia.

Percebi ali que a estrada já é longa, com choro e risos, erros e acertos. Mas as conexões verdadeiras permanecem. E é por isso que este site existe. Para continuar aquela roda de conversa, aquele café com biscoitos. Um espaço desenhado para ampliar o alcance de novas histórias, trocar ferramentas, aproximar pessoas e fazer circular aquilo que aprendemos pelo caminho.

Porque sim, tem jeito.

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